domingo, 30 de maio de 2010

Painel Histórico - Século XIX



A chegada da família Real ao Brasil causou um rebuliço cultural e educacional. Foi inaugurado, por Dom João VI (figura acima), o Real Teatro de São João

O Real Teatro de São João foi inaugurado em 1813. Em 1824, nele foi promulgada a Primeira Constituição Brasileira, na presença do Imperador e da Imperatriz, mas no momento da solenidade o teatro pegou fogo. Ele foi reconstruído e reinaugurado por Dom Pedro I em 1826, passando a chamar-se Teatro São Pedro de Alcântara. Em 1838 foi alugado por João Caetano, o maior ator do Século XIX, mas de novo foi destruído pelo fogo em 1851 e mais uma vez em 1856. João Caetano mesmo o reconstruiu em 1857. Em 1929 o teatro foi demolido e reconstruído em Estilo Art-deco e finalmente em 1986 foi reformado para sua forma atual.



Em 1930 o teatro passou a se chamar João Caetano, justa homenagem ao grande ator e empresário brasileiro do século XIX.


João Caetano, em 1833, escreveu o drama "O Príncipe Amante da Liberdade em Niterói".


Além do luxo da época, podia se notar o preconceito contra os negros que não compareciam aos teatros. Já os atores eram quase todos mulatos, mas cobriam os rostos com maquiagem branca e vermelha.


Época romântica

Muitas peças, a partir de 1838, foram influenciadas pelo Romantismo, movimento literário em voga na época. O romancista Joaquim Manuel de Macedo destacou alguns mitos do nascente sentimento de nacionalidade da época: o mito da grandeza territorial do Brasil, da opulência da natureza do país, da igualdade de todos os brasileiros, da hospitalidade do povo, entre outros. Estes mitos nortearam, em grande parte, os artistas românticos desse período.














Obras:

Suspiros poéticos e saudades, poesia (1836);

Antônio José e a Inquisição, peça de teatro (1838);

A confederação dos Tamoios, poesia (1856);
Os mistérios (1857);

Fatos do espírito humano (1865);

Urânia (1862);

Cânticos fúnebres (1864);

A alma e o cérebro (1876);

Comentários e pensamentos (1880).

As suas Obras completas foram editadas em 1939.


Martins Pena












Obras:

O juiz de paz da roça, comédia em 1 ato (repr. 1838);

A família e a festa na roça, comédia em 1 ato (repr. 1840);

O Judas em sábado de aleluia, comédia em 1 ato (repr. 1844);

O namorador ou A noite de São João, comédia em 1 ato (1845);

O noviço, comédia em 3 atos (1845);

O caixeiro da taverna, comédia em 1 ato (1845);

Quem casa quer casa, provérbio em 1 ato (1845);

E diversas outras comédias e dramas. Foram reunidas no volume Comédias, editado pela Garnier (1898) e em Teatro de Martins Pena, 2 vols., editado pelo Instituto Nacional do Livro (1965). O volume Folhetins. A semana lírica (1965, ed. MEC/INL), abrange a colaboração do autor no Jornal do Commercio, de agosto de 1846 a outubro de 1847 .
O autor é considerado o verdadeiro fundador do teatro nacional, pela quantidade - em quase dez anos, escreveu 28 peças - e qualidade de sua produção.



Época Realista Metade - o Século- XIX

Realismo na dramaturgia nacional pode ser subdividido em dois períodos: o primeiro, de 1855 - quando o empresário Joaquim Heliodoro monta sua companhia - até 1884 com a representação de O mandarim, de Artur Azevedo, que consolida o gênero revista e os dramas de casaca. O segundo período vai de 1884 aos primeiros anos do século XX, quando a opereta e a revista são os gêneros preferidos do público.
Essa primeira fase não se completa em um teatro naturalista. À exceção de uma ou outra tentativa, a literatura dramática não acompanhou o naturalismo pôr conta da preferência do público pelo "vaudeville", a revista e a paródia.
A renovação do teatro brasileiro, com a consolidação da comédia como gênero preferido do público, iniciou-se quando Joaquim Heliodoro Gomes dos Santos montou seu teatro, o Ginásio Dramático, em 1855. Esse novo espaço tinha como ensaiador e diretor de cena o francês Emílio Doux que trouxe as peças mais modernas da França da época.
O realismo importado da França introduziu a temática social, ou seja, as questões sociais mais relevantes do momento eram discutidas nos dramas de casaca. Era o teatro da tese social e da análise psicológica.
Nome de grande importância para o teatro dessa fase é o do dramaturgo Artur Azevedo (1855-1908). Segundo J. Galante de Souza ( O Teatro no Brasil, vol.1), Artur Azevedo "foi mais aplaudido nas suas bambochatas, nas suas revistas, escritas sem preocupação artística, do que quando escreveu teatro sério. O seu talento era o da improvisação, fácil, natural, mas sem fôlego para composições que exigissem amadurecimento, e para empreendimentos artísticos de larga envergadura".

Referências Bibliográficas: www.baraoemfoco.com.br , www.miniweb.com.br/biografia , www.biblio.com.br e www.mundocultural.com.br.

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